FIC lança campanha nacional para fortalecer a representação jurídica e política dos criadores em 2026
A FIC – Federação Internacional dos Criadores iniciou oficialmente sua campanha de arrecadação de fundos para o ano de 2026. A iniciativa tem como principal objetivo viabilizar missões institucionais a Brasília, onde a entidade pretende intensificar o diálogo com deputados estaduais e federais comprometidos com a defesa da criação responsável de passeriformes no Brasil.
Mais do que uma viagem, trata-se de uma estratégia institucional: fortalecer a presença da categoria no centro das decisões políticas e ambientais do país.
Segundo o presidente da FIC, Nelson Arrue, 2026 será um ano decisivo:
“Estamos em ano eleitoral. É fundamental que os criadores estejam atentos. Precisamos distinguir quem apenas faz promessas de quem realmente trabalha pela nossa classe. A representação não pode ser simbólica — ela precisa ser técnica, jurídica e ativa.”
A importância de uma entidade com voz ativa
A criação de aves em ambiente doméstico é uma atividade regulamentada, técnica e que exige investimentos constantes em genética, manejo, alimentação e estrutura adequada. No entanto, muitos criadores enfrentam dificuldades relacionadas à interpretação da legislação, falhas em sistemas administrativos e fiscalizações que, por vezes, desconsideram a realidade prática da atividade.
É nesse cenário que a FIC se posiciona como uma entidade de representação efetiva.
Diferente de movimentos desorganizados ou manifestações isoladas, a Federação atua com:
- Conhecimento técnico e jurídico da legislação ambiental;
- Diálogo institucional com parlamentares;
- Interlocução junto ao IBAMA e demais órgãos ambientais;
- Defesa do criador legalizado e responsável.
Para Arrue, a categoria não pode ser confundida com práticas ilegais:
“O criador responsável não pode ser comparado ao tráfico milionário de espécies. São realidades completamente distintas. O criador investe recursos próprios, cumpre exigências legais e, muitas vezes, ainda enfrenta entraves burocráticos que não dependem dele.”
Segurança jurídica: uma das principais pautas
Um dos pontos mais sensíveis relatados por criadores em todo o país envolve falhas sistêmicas que impedem procedimentos como transferências ou atualizações cadastrais. Em determinadas situações, a impossibilidade de realizar um procedimento administrativo pode resultar em autuações que atingem todo o plantel, gerando multas elevadas e insegurança jurídica.
A FIC defende que:
- O criador não pode ser penalizado por falhas do sistema;
- É necessário aprimorar os mecanismos administrativos;
- A fiscalização deve ser técnica e proporcional;
- A legislação precisa ser aplicada com coerência e conhecimento da realidade prática da criação.
Ter uma entidade estruturada significa ter respaldo técnico para dialogar, contestar excessos e propor soluções viáveis.
Apoio a parlamentares comprometidos com a causa
Ao longo dos últimos anos, alguns deputados demonstraram abertura para ouvir a categoria e promover debates institucionais. Entre os nomes frequentemente lembrados está o deputado federal Gilson Daniel, que tem solicitado reuniões tanto em seu estado quanto em Brasília para tratar das demandas dos criadores.
Para 2026, a estratégia da FIC é clara: apoiar em cada estado um deputado estadual e um deputado federal que compreendam as especificidades da criação responsável.
A proposta não é partidária, mas técnica: fortalecer representantes que tenham disposição para estudar a legislação, ouvir a categoria e atuar com equilíbrio nas pautas ambientais.
Representatividade não é discurso — é presença
A Federação reforça que representação verdadeira exige:
- Presença física nos espaços de decisão;
- Conhecimento jurídico aprofundado;
- Articulação política responsável;
- Transparência com os criadores.
A campanha de arrecadação visa custear:
- Deslocamentos institucionais a Brasília;
- Reuniões técnicas com parlamentares;
- Estrutura jurídica de acompanhamento legislativo;
- Ampliação da atuação nacional da entidade.
“Não podemos permitir decisões unilaterais que impactem milhares de famílias. Precisamos estar presentes, dialogando e apresentando argumentos técnicos. A FIC existe para isso: ser a voz ativa de quem cria dentro da lei”, afirma Arrue.
União para fortalecer a categoria
A FIC entende que o momento exige organização, responsabilidade e união. A criação responsável movimenta economia, gera empregos indiretos, preserva linhagens e exige alto nível técnico. Para que essa atividade continue existindo de forma segura e regulamentada, é essencial que haja representação institucional qualificada.
A mensagem da Federação é direta:
Unir a categoria, fortalecer quem realmente trabalha pela causa e garantir que a voz do criador responsável seja ouvida nos espaços de decisão.
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Agora é o momento de união.
Cada contribuição representa:
- Mais força política;
- Mais representatividade;
- Mais segurança jurídica;
- Mais respeito ao criador responsável.
Apoie a campanha.
Porque a criação responsável precisa de voz ativa.
E voz ativa precisa de estrutura.
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