Operação Venatórius prende três pessoas e desarticula esquema de comércio ilegal de armas e crimes ambientais no RS

Operação Venatórius prende três pessoas e desarticula esquema de comércio ilegal de armas e crimes ambientais no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio da Brigada Militar, deflagrou nesta semana a Operação Venatórius, ação que resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de armas, munições, rádios comunicadores, celulares e materiais ligados a práticas de caça ilegal. A ofensiva ocorreu após meses de investigação e mobilizou mais de 90 agentes de segurança pública.

Investigação iniciou após alerta da Rede de Proteção Ambiental

As apurações começaram quando a Rede de Proteção Ambiental e Animais (REPRAAS) encaminhou informações sobre a existência de um grupo que estaria negociando armas, munições e animais silvestres por meios clandestinos.

Os suspeitos utilizavam um grupo de WhatsApp chamado “Caça e Pesca RS Brasil”, onde discutiam práticas ilícitas, comercializavam armamentos e combinavam ações de caça proibida no Estado.

A partir desses dados, a Polícia Civil iniciou o monitoramento dos participantes, identificando vínculos entre comércio clandestino, porte de armamento ilegal e crimes ambientais.

Ação conjunta mobilizou 96 agentes de segurança

A operação teve forte caráter integrado entre Polícia Civil e Brigada Militar. No total, participaram:

  • 84 policiais civis, oriundos de diversas delegacias especializadas;
  • 12 policiais militares, vinculados ao 26º Batalhão de Polícia Militar e ao CRPO Litoral;
  • Cerca de 30 viaturas, empregadas nas diligências.

A Brigada Militar atuou no suporte tático e logístico, auxiliando no cumprimento dos mandados e garantindo segurança das equipes durante as incursões.

21 mandados foram cumpridos em 12 cidades

A Operação Venatórius teve atuação simultânea em diferentes regiões do Estado. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de:

  • Cachoeirinha
  • Porto Alegre
  • Viamão
  • Guaíba
  • Gravataí
  • Caraá
  • Sapucaia do Sul
  • Osório
  • Alvorada
  • Charqueadas
  • Portão
  • São Leopoldo

Desses locais foram recolhidos armamentos, munições, rádios comunicadores e celulares que comprovam a existência do esquema criminoso. Parte do material foi encaminhada para análise técnica e perícia.

Crimes ambientais também foram alvo da operação

Além da atividade armamentista ilegal, os investigados estariam envolvidos em caça predatória e comércio clandestino de animais silvestres, práticas proibidas pela legislação ambiental. A apreensão de instrumentos de caça e conversas obtidas em aplicativos reforçam essa ligação.

A Polícia Civil destacou que o combate à caça ilegal é fundamental para a preservação da fauna, especialmente em áreas onde espécies já enfrentam risco devido à perda de habitat e ao tráfico de animais.

Três presos e investigação continua

Três pessoas foram presas durante o cumprimento dos mandados. Segundo a Polícia Civil, elas devem responder por:

  • comércio ilegal de arma de fogo,
  • posse e porte irregular,
  • associação criminosa,
  • crimes ambientais relacionados à caça e ao comércio de fauna silvestre.

O inquérito segue em andamento, e novas diligências poderão resultar em mais prisões e responsabilizações.

Significado da operação

O nome Venatórius deriva do latim e está relacionado à atividade de caça — principal ponto investigado ao longo dos meses de trabalho policial.

A Polícia Civil e a Brigada Militar destacaram que a operação reforça o compromisso do Estado no combate ao comércio de armas ilegais e à proteção do meio ambiente.

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